sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Minha cabecinha oca, meu amorzinho, minha Leilão... O que serão dos meus dias sem você por perto? Com quem eu vou rir? Com quem eu vou contar e dividir meus segredos? Com quem compartilhar meus sonhos, os meus medos? Falar as minhas besteiras? De quem eu vou encher o saco? Que Saudade Leila, que saudade de vc!!! [...] Infelizmente a ficha começa a cair. Cheio de medos, de dúvidas, de incertezas... A única coisa concreta hoje é que estarei deixando p trás os melhores dias e uma das pessoas mais importantes e especiais que tive a chance de conhecer em toda a minha vida. Você é muito mais do que uma colega de sala, uma boa amiga, vc é... Sei lá!!! [...] Te amo muito minha cabecinha. Meu amor, minha leilão. Não estou conseguindo processar as coisas direito, mas só queria deixar aqui registrado a enorme sensação de perda que agora me invade. Que Saudade Leila, que saudade. Daqui a poucos dias estaremos nos separando, mas saiba que estarei sempre por perto e que te carregarei sempre comigo. EU TE AMO MINHA CABECINHA, MEU AMORZINHO, MINHA LEILÃO...
Ass: Teu Cabeça.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Por enquanto sem título II

Há alguns dias venho tentando escrever algo bacana pra postar no meu blog. Algum texto que de certa forma conseguisse expressar a minha felicidade e o meu atual estado de espírito. Apesar das muitas tentativas e das dezenas de textos iniciados, nenhum deles foi concretamente finalizado. O fato de não conseguir escrever nada interessante, por si só, já seria o suficiente pra demonstrar o quanto estou em paz. Tenho certeza que aqueles que têm o costume de escrever (Os “escritores” de plantão) entenderão perfeitamente o que estou tentado falar e, conseqüentemente, compreenderão a minha reduzida safra de bons textos. Risos...
Para os que apenas lêem (Os “leitores” de plantão) e que sempre esperam e cobram textos surpreendentes, explico que dificilmente conseguirei escrever algo interessante na situação em que me encontro. Fato esse comprovado a partir das minhas últimas postagens nesse blog. Nada tão ruim (Risos...), mas também nada tão bom quanto os primeiros textos postados. É muito louco isso, mas a felicidade não me inspira! Isso parece comum entre aqueles que gostam de transformar situações, sensações e sentimentos em um amontoado de palavras. (Peço que estes se manifestem!).
No entanto, a dor e o sofrimento (a chamada “fossa” – Risos...), apesar de machucar, de sufocar e de causar um bocado de coisas ruins, traz inspiração e uma vontade louca de escrever. Nada mais que uma fuga. Uma fuga de si mesmo. É incrível!!! É como se você eliminasse (depositasse) parte do que tanto te consome ali, nos teus escritos! E existe mesmo uma sensação de alívio, mesmo que por poucos instantes, com a conclusão de cada um deles.
Meu Deus, que eu permaneça assim Feliz, mesmo que sem inspiração alguma! E, caso ela surja, que seja breve e que eu consiga utilizá-la como combustível para continuar escrevendo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Feliz da vida!

Um desejo. Uma história. Uma vontade. Duas vontades.
Um passado que se dissolve.
Uma paixão. Um amor. Um coração. Dois corações.
Um presente que não se contenta em meio a tanto contentamento.
Um sonho. Um plano. Uma vida. Duas vidas.
Um futuro chamado FELICIDADE!




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agora se cala

E sobre o túmulo agora se cala. Não há mais o que ser feito, ecoa uma voz interior que não cessa. Resta-me o silêncio, o sofrimento, a solidão, a dor e a saudade que tanto me consomem. Estou fraco, sem forças, mas não posso ir embora. Não agora! Diante do sol que se vai e da noite que se aproxima, sinto-me invadido por lembranças, por estranhos sentimentos e por medo. Sim, MEDO!
Medo de voltar pra casa, da solidão, medo do futuro e da vida que nunca esteve tão perto da morte. Quanta coisa ainda precisava ser dita, quantos abraços ainda a serem dados, quantas discussões poderiam ter sido evitadas, quantos momentos felizes despedaçados. Você se foi de forma inesperada e me deixou assim: perdido, desesperado, desacreditado, “entalado”. Precisava apenas de alguns poucos minutos [...]. Precisa apenas te dizer o quanto te amo e o quanto você foi importante pra mim. Parece tarde!
Agora preenchido por um vazio que não mais cabe o meu nome, a minha identidade, a minha ilusão de felicidade, resta-me trilhar sozinho o caminho que JUNTOS semeamos tantas flores.
Descansa em paz...

“Eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução (Apenas uma canção de amor - Rosa de Saron)
P.S. Foto meio macábra (Risos...), mas não posso esconder o meu fascínio por fotos de cemitério! È apenas mais uma da minha coleção.

domingo, 2 de agosto de 2009

Triste partida

O sino soou
A mãe chorou
O pai implorou
Mas de fato era a hora da partida
Da triste despedida.
Felicidade, nunca a conhecera
Amor, nunca sentira
Sonhos, nunca tivera
Solidão, tristeza e medo sempre o acompanhara.
Seria a vida de fato tão bela?
Seria ela resumida em sofrimento?
Em tormento?
É mesmo a hora de ir?
De partir?
De Fugir?
Coragem meu amigo, a tua hora chegou
E tudo que um dia sonhou
Pode virar realidade.
Crente na felicidade
Que permanecera tão distante
Agora sonha
E deslumbra o desconhecido.
Esvaecido com a possibilidade de mudança
Enche-se de esperança
E passa a trilhar novos caminhos.
Coragem meu amigo
A tua
hora chegou
É mesmo a hora da partida...

P.S. Não é muito o meu estilo de escrever, mas resolvi publicar assim mesmo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ponto final

Uffaaa!!! Finalmente o ponto final resolveu assumir seu posto de FIM. Texto bonito, gramaticalmente correto, bem escrito, cuidadosamente estruturado, mas que há tempos tinha cumprido a sua tarefa de contar uma história. O ponto final foi inserido, mas insistia na idéia de continuar escrevendo. Dias, semanas, meses se passaram e nenhuma linha foi concretamente escrita.
Tentei fingir que o tal ponto final era uma vírgula, um ponto de continuação, não funcionou. Tentei substituí-lo por ponto e vírgula, por reticências, mas também não deu certo. Revisei toda a gramática em busca de um elemento que pudesse me dar condições para continuar escrevendo, mas a busca foi vã. Desesperado, tentei começar a escrever um novo parágrafo, um novo capítulo, mas me faltou assunto.
Cansado, resolvi dá um time, me desprender um pouco das canetas e dos papéis e deixar as coisas fluírem. Penei, mas me calei! O tempo parecia não passar e a dor e o sofrimento diante da incapacidade de continuar produzindo algo que alimentasse o meu ego me atormentavam. O tempo passou, as coisas se acalmaram e fui repentinamente surpreendido por um novo cenário, um novo enredo e por novos e inusitados personagens.
O texto antes confuso e interminável (Risos...), agora limpo, enxuto e finalizado. Uma nova e bela história, de fato, começa a ser criada...

“O filme é o mesmo. Só o elenco que tem que mudar...” (Tudo Passa, Nx Zero)

domingo, 7 de junho de 2009

Monólogo

Fabio presta atenção. Pelo amor de Deus pow, cai na real... Chega! Chega mesmo! Deixa de ser idiota e pára com essa neura. Isso já passou dos limites e começa a me deixar preocupado. Que falta de controle é esse? [...] Se desliga de uma vez por todas disso meu irmão e segue teu caminho. A vida continua e está passando, aproveita! Sei que é difícil pow, mas é sim possível!
Cara, pára de uma vez por todas de ficar tentando compreender e ter resposta pra tudo. Isso tem te feito bem? [...] Então, que insistência besta é essa? [...] Desiste de ficar querendo saber onde, como, com quem, por que... Você sabe, que quanto mais você procura, mais você acha. E quanto mais você acha, mais você fica aí morrendo... Caralho! Não sei mais o que fazer contigo. Sério mesmo! Isso cansa e já passou dos limites. Já te falei mil e uma vezes, mas parece que não adianta. [...] Pára Fábio, pára de ficar colocando o tempo como desculpa pra tudo. Isso não cola mais meu caro. Ele é sim muito importante, mas você precisa se ajudar também. [...]
Mas o quê Fábio? Ah desisto! Não adianta! Tô indo nessa... Se cuida e, por favor, não toca mais nesse assunto comigo, blz? Cansei. [...] Não, não estou com raiva, apenas não estou mais a fim de ficar batendo na mesma tecla. Desisto mesmo! Já fiz exatamente tudo que podia fazer pra tirar dessa, mas não adiantou nada! [...] Agora é contigo! Boa sorte!

Entenderam alguma coisa? Não né? Risos... Não precisa! Foi apenas uma das muitas conversas que venho tendo comigo nestes últimos dias! Isso já virou rotina.

Pra me ter de volta

Como apagar da memória a tua história? Como se desfazer de planos e momentos tão importantes? Como se desligar de quem “supostamente” seria a pessoa ideal pra construir o teu futuro? Como se acostumar em não mais tê-la nos teus braços, na tua cama, ao teu lado? Como se sentir inteiro, se te falta uma parte? Como sorrir, se o que te trazia tanta felicidade, não mais te acompanha? Como trilhar novos caminhos, se te roubaram a tua estrada?
Você se foi e levou consigo um dos momentos mais felizes das nossas vidas. Agora conformado (Eu acho!), eu tento crer que tudo isso era mesmo necessário. Eu precisava te perder, pra me ter de volta.
“Mas espero que daqui pra frente tudo se renove pra nós dois. Nossas vidas são tão diferentes. Viva agora tudo o que sonhou...” (Daqui pra frentre – NX Zero)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Por enquanto sem título

E a luta continua... Tenho consciência de que essa é uma batalha minha, só minha, e que por isso só eu mesmo sou capaz de cessá-la. Isso é o que o bom senso me diz, uma vez que, fisicamente, existe apenas um combatente que duela incessantemente com um outro eu que até então desconhecia.
Herói e vilão, vítima e acusado, Deus e diabo, promotor e advogado... Todos confusos, perdidos e atordoados nesse inferno-céu que de tanta dúvida e nostalgia não mais me cabe. Estou sufocado! Buscando algo que, nesse momento, só eu mesmo sou capaz de me conceder. Mas não encontro em mim o que tanto almejo. Sei que está aqui, mas não encontro.
Acho que, como escreve Clarice Lispector em: “A paixão segundo G.H.”, sinto falta da terceira perna, que apesar de me impedir de caminhar e ir adiante, me mantinha de pé, trazendo segurança e estabilidade. Completamente desequilibrado! Aprendendo, agora, a caminhar sozinho, pra não dizer engatinhando, literalmente se arrastando. Mas contente (Feliz é demais por tão pouco!) como uma criança que, sozinha, dá seus primeiros passos.
Seguir é mais que preciso...
“Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pra o que eu sentia. Como anjo caído fiz questão de esquecer que menti pra si mesmo é sempre a pior mentira...”(Quase sem querer – Legião Urbana)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sem porto e sem navios

Parte I:
Que confusão do caralho! O que foi dito, foi esquecido; o que foi visto, passou despercebido; o que pregavam, não mais se coloca em prática; a verdade antes absoluta, agora transformada numa sincera mentira camuflada.
A confiança se dissolveu, o amor desapareceu, a solidão bateu, o medo surgiu e se apossou do que antes me trazia tanta segurança. Agora sem porto e sem navios.
O Chão se abriu, o mundo caiu, o povo sumiu, o sol surgiu, mas por estar no buraco fui impedido de ver a luz. A escuridão chegou e turvou o que havia de mais belo. Momentos de pura solidão e de profunda reflexão. Aos poucos me conhecendo e dissolvendo em mim o que não mais me agrada.

“Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida. Olha lá, quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...” (O vencedor – Los hermanos)

Alguns dias depois...
Parte II:
Mesmo diante da escuridão, tenho convicção de que tudo continua exatamente no mesmo local. As flores continuam no caminho (Ouvir: “Vem andar comigo” – Jota Quest), o sol continua a pino (Ouvir: “Temporada das flores” – Leoni), a lua magestosa como munca (Ouvir: “Lua cheia” – Papas da língua) e a vida rara e bela (Ouvir: “Paciência” – Lenini) à minha espera.
O caminho é belo e longo e as paradas, às vezes forçadas, são de fato necessárias. Esquece de uma vez por todas o ponto de chegada e curte a beleza e magia de cada passo ao longo dessa inusitada e feliz caminhada.

“Eu passei um tempo andando no escuro, procurando não achar as respostas. Eu era a causa e a saída de tudo e eu cavei como um túnel meu caminho de volta. Me espera amor que eu estou chegando...” (Temporada das flores – Leoni)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Jogo da vida

Pés descalços, ombros caídos, corpo encurvado e cansado, desnudo de esperança, sedento por felicidade, sorriso pintado no rosto e nariz de palhaço lá vou eu... Fazendo graça no circo da vida pra tentar sufocar e rejeitar o que tanto me consome, o que tanto me faz falta. Buscando a todo instante me livrar e me libertar do que eu não mais tenho, do que um dia me trouxe tanta felicidade. Confuso isso não é verdade? Como descartar algo que não mais te pertence?!
Mente perigosa, coração tolo e frágil, coberto por medo, vazio de esperança, cansado de tanta solidão e de tanta espera eu sigo tentando encontrar o meu caminho e o real sentido da vida. Estar vivo definitivamente não basta! Um caminhante, um combatente, um sonhador, um figurante.
Uma mente que não tenho controle, um coração que me domina, um corpo que não me obedece, uma vida em preto e branco num mundo cruel e triste que insiste em se fazer presente. Até quando meu Deus, até quando permaneceremos assim, depositando em outras pessoas e no futuro a nossa felicidade?
Somos perfeitos, completos, inteiros, mas insistimos na idéia de continuar buscando algo, “outras metades”, outras pessoas que nos complete, que dêem sentido às nossas vidas e que nos tornem felizes. Que contradição essa, que loucura é a vida!!
Confesso que não sou muito adepto a essa idéia de cara-metade (acho idiota!) e insisto na idéia de que juntos formamos um grande e complexo quebra-cabeças. Onde cada um de nós, só dará sentido real à sua vida quando nos somarmos, quando nos unirmos. O quebra-cabeças dá idéia de amplitude e nos abre um leque para várias possibilidades. A busca é interessante e prazerosa, porém, às vezes, cansativa e extremamente dolorosa. Precisamos tentar, experimentar muito antes que a imagem da vida seja de fato formada.
Estranho seria se logo na primeira tentativa de junção, de união, encontrássemos às peças que nos completariam. Ficaríamos imóveis (às vezes até felizes), presos a elas logo no início desse jogo louco chamado vida e com isso, perderíamos a chance de buscar, viver, conhecer e experimentar novas situações e pessoas, novos lugares. As perdas (amores, amigos), representam justamente as várias tentativas em busca do encaixe perfeito, das pessoas que darão sentido às nossas vidas. A partir daí tudo começa a fazer sentido...
Não tenha medo de errar, permita-se ser feliz, mas cuidado com mudanças bruscas. Cuidado pra não machucar e ferir peças que, apesar de não te completarem, foram fundamentais e importantes em tua vida. Lembras que o jogo só termina quando a última peça for colocada.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”
(O Pequeno príncipe)

Dos três mal amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água...
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

[Falas do personagem Joaquim da poesia "Os Três Mal-Amados", constante do livro "João Cabral de Melo Neto - Obras Completas", Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59.]

P.S. Esse ao contrário dos demais, não fui eu que escrevi. Mas curto um bucado, principalmente a versão dele cantada por Cordel do Fogo Encantado. Quem puder ouça.

Processo de morte

Pela primeira vez, o título surge antes do texto: Processo de morte. Não sei porque, mas gostaria de escrever algo relacionado ao tema. Não sei sobre o que falar, quais palavras usar, qual linha seguir, mas tenho convicção do eu sinto agora. Não é a toa que me deparo com um tema tão mórbido e tão estranho.
A falta de inspiração continua, mas insisto na idéia de continuar escrevendo. Não gostaria e não pretendo escrever sobre a morte física, aquela propriamente dita e que todos temem. Queria escrever algo sobre a morte de sentimentos, a morte de sonhos, a morte de pessoas que amamos e que vivas nos induzem a auto-tortura. Tornamo-nos suicidas! Tornamo-nos assassinos dos nossos sonhos e planos. Tornamo-nos cruéis assassinos do que antes nos mantinha vivos e do que, um dia, nos trouxe tanta felicidade.
O processo de captura, acorrentamento, amordaçamento, enclausuramento e tortura de sentimentos e planos tão nobres e tão puros é altamente doloroso e de uma crueldade sem fim. Se não discipulos da morte, tornamo-nos escravos do passado e de pensamentos fujões, famintos por liberdade, que insistem em se fazer presentes. Eles nos dominam, nos controlam, nos atormentam e nos reduzem a quase nada. Tornamo-nos tão dependentes que nos julgamos incapazes de trilhar, agora sozinho, novos caminhos.
Após a perda, surge a dor, a falta, a solidão e uma vontade terrível de morrer (Risos...). Nesse estágio parece que só a morte é capaz de aliviar tanto sofrimento. Mas ninguém morre por isso! Logo após essa loucura toda, surge a necessidade de aceitar. A aceitação é sem dúvida o primeiro passo para a libertação.
O segundo passo consiste no desapego, na necessidade de esquecer, de se libertar, de seguir a vida. Na prática, para a maioria das pessoas, é muito doloroso, demorado e difícil, mas é sim possível. Não te resta outra alternativa: ou você resolve de uma vez por todas se libertar do passado (falar é muito fácil!) e sacrificar este sentimento, que agora é só seu, ou você ficará pelo resto dos teus dias sofrendo, se lamentando... Permanecerás ali, na miséria, na mesmisse, na profunda e eterna solidão. Enquanto teu (tua) amado(a) está aí, já nos braços de outro(a)s e em busca da felicidade, que você julgava ser capaz de dá-lo(a).
Admite de uma vez por todas que não há mais nada a fazer, a não ser seguir adiante! Lembras sempre que é sim possível ser feliz novamente e, por favor, não tenta atropelar nenhuma etapa. Todas elas são de fato muito importantes! A gente se acaba, mas cresce muito com essa situação toda. No final, quando esse furacão passar, verás que só te restaram os momentos felizes para recordar e, talvez, uma bela e verdadeira amizade.
“Existe um dom natural que todos temos. As nossas escolhas vão dizer pra onde iremos...”
(Uma criança com o seu olhar – Charles Brown Júnior).
P.S. Esse vai para os meus muitos (quase todos) amigos que atualmente sofrem com as loucuras do coração. Vocês são a minha atual fonte de inspiração.

O sertão vai virar mar (Esse vai para a galera da UNIVASF)

A grande profecia proferida por Antônio Conselheiro e pregada pelo grande e ilustre poeta nordestino Luiz Gonzaga começa a se cumprir na íntegra no sertão brasileiro. Antes vista como uma região onde a miséria e seca prevaleciam sobre todas as coisas, agora serve como porto para o desembarque da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Instituição responsável por essa mudança profética.
O Sertão literalmente começa a virar mar. Um mar que poluição nenhuma atinge, um mar onde a falta d'água não impede que ele flua, onde o sal representa idéias, as ondas refletem mudanças e os nobres velejantes estão representados por um grupo de jovens que buscam com tecnologias simples romper fronteiras e trazer desenvolvimento. A embarcação já está armada e os velejantes prontos para o embarque no mar de conhecimento.
Não restam dúvidas que dilúvios e tempestades virão, mas com muita sabedoria, muito trabalho e muita força de vontade nós conseguiremos fazer valer à pena as idéias futuristas do nosso profeta.
Não queremos portos gigantescos, nem navios luxuosos que transportam e exportam conhecimento. NÃO AGORA!!! Queremos primeiro, com muita humildade e simplicidade desbravar a nossa região em pequenos barcos a vela, que levam poucos viajantes, porém suportam o grande peso da bagagem científica e tecnológica que pretendemos distribuir aos nossos anfitriões nordestinos.
Em pequenos barcos, conseguiremos nos dividir em pequenos grupos e visitar lugares antes inacessíveis e dividir uniformemente o conhecimento adiquirido ao longo de prolongados, e as vezes, cansativos anos de estudo.
A mudança vai ser visível e as águas deste grande mar que começa a se formar nos levará há lugares nunca visitados, transformações nunca vistas e ao tão sonhado e buscado desenvolvimento. Tenho certeza que, com o tempo, essas pequenas embarcações se tornaram defasadas e inutilizadas perante a grandiosidade desse mar.
E nós, futuros Engenheiros Agrícolas e Ambientais, teremos uma missão mais que importante perante essa transformação social, cultural e intelectual. Teremos que manter o ambiente sempre limpo, com águas navegáveis e evitar que rios poluídos deságüem em nossas águas e impeçam que flua o conhecimento. Precisamos estar atentos!!!
A reciclagem e a preservação serão fundamentais em todo esse processo. Precisaremos reciclar o conhecimento adquirido pelo nosso experiente povo sertanejo e utilizá-lo como base para desenvolvermos a nossa tecnologia de ponta. Precisamos também preservar a cultura e utilizá-la como inspiração para desenharmos o nosso futuro.
Escrito em: 11/03/2006.

terça-feira, 31 de março de 2009

O amor é isso

Hoje após acordar muito cedo e horas de profunda reflexão, eu descobri que só quem já viveu um Amor de verdade, sabe o que ser Feliz!!! O Amor é uma coisa louca! Ele invade nossa alma, nossos corpos, se apossa dos nossos pensamentos, dos nossos desejos, nos domina, nos transforma, nos une e nos faz entender que a vida se resume a encontrar um Amor de verdade. Um NÂO, dois, três, quatro, cinco... Sei lá! Aproveite, ame, permita-se ser amado, experimente, vicie no Amor, permita-se ser feliz!
Uma carreira brilhante, carros, casa, empregados, viagens jamais te trarão a felicidade plena. Essa, meus amigos, se resume a ter ao lado alguém que te ame de verdade, alguém que se preocupe contigo, que te ouça, que te admire, que te respeite, que te preze e que esteja disposto a tudo para permanecer ao teu lado. O Amor é isso!! È sim possível ser feliz sozinho, mas não é pra isso que você veio ao mundo. Não se conforme em ter ao seu lado família e amigos, eles são sim muito importantes, mas jamais, digo JAMAIS, te trarão o que um verdadeiro Amor pode acrescentar à tua vida.
Não se conforme em ter ao seu lado alguém por conveniência, comodidade ou por que se
acostumou em estar com ela. Não desperdiça a oportunidade única de ser feliz, vai a luta, se liberta, se permita. O Amor tá logo aí... Lembra-te também que o Amor, envolve mudanças e sacrifícios (talvez não seja a palavra mais correta). Não esquece que ele também pode acabar e, quando não correspondido, traz dor, sofrimento, desconforto, desilusão, confusão, SOLIDÃO! Essa situação maltrata, inquieta, machuca, desconserta. Você é invadido por um vazio e por pensamentos que beiram à loucura. Mas tudo isso passa, demora, mas passa! Risos... Luta por esse Amor até quando estiver valendo a pena! Permita-se encontrar outras pessoas. Não fica se lamentando, sofrendo, vai à luta novamente, outras pessoas merecem te conhecer! Como falei a pouco o Amor está logo aí... Não confunde Amor com dependência! Você é capaz de esquecer e amar novamente. Não é fácil, mas é possível. È mesmo possível!!! Na velhice você vai poder olhar pra trás e sorrir com o caminho percorrido e tomara que tenha ao lado alguém que tenha feito sentido a tua vida. Se não, continua a procura. O Amor é uma aventura louca e se não envolvesse tudo isso não teria graça.E mais uma vez afirmo: Só quem amou de verdade, sabe o que é ser feliz!

domingo, 29 de março de 2009

O Julgamento: emoção x razão

O que fazer quando a emoção insiste em falar mais alto que a razão? O que fazer quando o coração domina a mente e quando esta só te traz tormento? Como se libertar das garras dessa descontrolada e poderosa arma, chamada mente? São duas vozes, duas vontades, duas formas diferentes de ver o problema, dois pensamentos que duelam a todo instante e que deixam o seu tutor assim: confuso, atordoado, sufocado e sem absolutamente nenhum controle da situação.
A alegria que tão repentinamente se transformou em tristeza; os planos que outrora nos sustentavam, agora nos sufocam; os sonhos que a pouco nos alimentavam, agora frustrados e lançados ao vento; palavras fortes e discursos sinceros, que agora não têm nenhum sentido (Meras palavras...); amores que, como canta Kid Abelha, se transformam num simples e sem graça bom dia... Que vida louca meu Deus!!! Que loucura é estar vivo.
Durante algumas vezes me coloquei como expectador desse constante duelo da mente (complexo jogo de defesa e acusação) e, por longos períodos, parei para tentar compreender essa confusão toda. Um advogado sonhador, sereno que usa todas as armas da emoção para nos mostrar e convencer que os sentimentos devem sim falar mais alto e que estes devem ser os precursores das nossas ações, mesmo que estas não nos conduzam à posição desejada; e um promotor astucioso, convicto, firme e duro nas palavras que usa o poder da acusação e da persuasão para nos convencer que a razão deve estar acima de qualquer coisa. Colocar-se na situação em que num mesmo julgamento, você é a vítima, o acusado, o juiz, o advogado, o promotor, o expectador é no mínimo desconcertante.
Apesar de admirar as pessoas que conseguem ser racionais, mesmo quando a situação merecia ser conduzida pela emoção, confesso que, na minha opinião, a vida se torna muito mais bela e maluca (inesperada, surpresa) quando colocamos os sentimentos, os sonhos, as emoções acima de qualquer coisa. Afirmo, porém que é necessário ter sabedoria e discernimento pra decidir a hora certa de parar, a hora de dizer chega, o momento em que a razão não pode ser mais negligenciada. Aí quando todos os recursos da emoção se esgotar, seja racional! Risos... Uma coisa é certa: quem é racional sofre bem menos (isso em nem discuto!). Porém, estas não têm a oportunidade de vivenciar determinadas situações que só podem ser vividas por aqueles que têm o dom e o costume de ouvi o coração.
Enquanto o veredicto final não é dado, enquanto você não consegue definir o que realmente quer, experimente ser a vítima, o acusado, a platéia, siga o advogado, o promotor, faça o que dé na telha, quebre a cara, cresça, se liberte, se divirta com tudo isso, aprenda com os erros, ria de si mesmo, seja feliz!!! E lembra sempre que amanhã é um novo dia e que a felicidade a qualquer instante pode bater novamente na tua porta.
“Vida louca, vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve” (Vida Louca – Cazuza)

Alguém aí??

Silenciar, não é sinônimo de esquecer. Calar-se não significa aceitação. Ausentar-se não representa não sentir falta. Um sorriso não é uma amostra de estar bem. Votos de felicidade, não nos conduz até ela. Um “bom dia” dirigido a você, não é nenhuma garantia de que ele vai ser de fato bom.
Por que insistimos em perguntas do tipo: Tudo bem?, mesmo quando sabemos que não tem nada bem. Por que dedicamos tanto tempo àquilo que não nos traz mais felicidade? Por que nos ousamos a dizer um “Eu te amo”, mesmo quando a dúvida paira sobre nossas cabeças? Por que ficamos tão obcecados em pessoas que nem gostamos? Por que insistimos em crer que tudo vai dá certo, mesmo quando não tem nada certo?
Como se livrar do passado, se ele permanece presente? Como viver o presente, se é necessário planejar o futuro? Como se livrar de um desejo, se ele é ele um teu desejo? Como sonhar, se devemos estar sempre com os pés no chão? Como sentir a vida, se não nos sentimos vivos? Como enxergar um futuro próspero e feliz, se um presente triste se faz continuamente presente? Como agir com a razão, se a emoção insiste em falar mais alto? Como ser mais eu, se eu sou mais você?
Qual o verdadeiro sentido da vida? Qual o dia em que o amor baterá novamente na tua porta? Qual o real preço da felicidade? Qual o caminho certo a ser seguido? Qual deles te trará a plena felicidade? Qual o risco em segui-los? Onde você pretende chegar com tudo isso? Onde parou no caminho? Onde enterrou o teu tesouro? Onde te escondes? Onde vislumbras o teu futuro? Onde alimentas o teu ego? Onde eu te encontro? Onde você me carrega?
E a vida? E a morte? E os teus sonhos? E o teu futuro? E o teu Deus? E os teus planos? Os teus dilemas? Os teus medos? Alguma resposta? Alguém me responde?! Alguém aí?!! Alguém disposto a me dar a mão? Por favor, alguém aí?! Não né?! Então esquece... Vou afundando sozinho por aqui mesmo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Santo tempo

Acho que nunca me auto definir tanto como nesses últimos dois meses. Quem tem visitado meu orkut com freqüência, tem percebido a minha inconstância e creio, que assim como eu, deve estar confuso sobre quem de fato sou. È só mais uma crise de identidade, alimentada por um turbilhão de pensamentos e boas lembranças que me pegam de surpresa, se apossam da minha racionalidade e me deixam assim: inquieto e extremamente confuso.
Esse meu inconformismo e, inconsciente, insistência tem me tornado um escravo dos meus dilemas e um não senhor do meu domínio. È chato, doloroso, massacrante ver a vida passar, as pessoas tomarem seu rumo e você permanecer ali, no mesmo lugar, sozinho e sem absolutamente nenhum avanço. Esperando? Acho que não, mas sofrendo muito com a incapacidade de controlar meus pensamentos, anseios e desejos. Isso sufoca, maltrata, inquieta e me faz duvidar sobre a implacabilidade do tempo.
A cada dia, um recomeço, a cada crise, um massacre de saudade, a cada novidade, uma inquietação profunda, a cada noite, um filme que insisti em não sair de cena. Dias, horas, minutos, segundos... Tudo se tornou uma só coisa, controlada por um só pensamento e marcada por muitas recordações. Todas unidades (h., min., seg.) pertencentes a uma mesma grandeza chamada TEMPO. Santo TEMPO dos que esperam, rogai por nós que por te clama, agora e na hora da nossa próxima morte, Amém!