E a luta continua... Tenho consciência de que essa é uma batalha minha, só minha, e que por isso só eu mesmo sou capaz de cessá-la. Isso é o que o bom senso me diz, uma vez que, fisicamente, existe apenas um combatente que duela incessantemente com um outro eu que até então desconhecia.Herói e vilão, vítima e acusado, Deus e diabo, promotor e advogado... Todos confusos, perdidos e atordoados nesse inferno-céu que de tanta dúvida e nostalgia não mais me cabe. Estou sufocado! Buscando algo que, nesse momento, só eu mesmo sou capaz de me conceder. Mas não encontro em mim o que tanto almejo. Sei que está aqui, mas não encontro.
Acho que, como escreve Clarice Lispector em: “A paixão segundo G.H.”, sinto falta da terceira perna, que apesar de me impedir de caminhar e ir adiante, me mantinha de pé, trazendo segurança e estabilidade. Completamente desequilibrado! Aprendendo, agora, a caminhar sozinho, pra não dizer engatinhando, literalmente se arrastando. Mas contente (Feliz é demais por tão pouco!) como uma criança que, sozinha, dá seus primeiros passos.
Seguir é mais que preciso...
“Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pra o que eu sentia. Como anjo caído fiz questão de esquecer que menti pra si mesmo é sempre a pior mentira...”(Quase sem querer – Legião Urbana)

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