quarta-feira, 9 de junho de 2010

Almejo os Alpes, os desertos...

Hoje eu acordei meio introspectivo. Na verdade acordei pensativo, pra não dizer com saudade do futuro (Risos...), dos dias que me aguardam, das pessoas que ainda não conheci, das viagens que ainda não fiz... Ultimamente tenho feito muitos planos! Planejo viagens, histórias, dias, anos... Como sempre me restrinjo a planejar toda a minha vida somente até o doutorado. Não que ele seja o melhor dos meus planos, mas é o que no momento me toma mais tempo. Depois dele, talvez me engaje num projeto mais meticuloso. Quem sabe um “Pos Doc” em Londres, na Alemanha... Quem sabe até uma casinha no campo ou uma mochila nas costas e um mundão à minha espera... Meu mundinho me fascina, mas não mais me encaixo nele. Almejo os Alpes, os desertos, os oceanos, as Florestas tropicais... Sonho com a África, o Egito, a China, a Índia. E sem dúvidas estarei neles! Isso se eu definitivamente conseguir sair ileso do mestrado, do doutorado... Temo a loucura, as cobranças, as publicações e os demais planos, que por ventura venham a surgir. A única certeza que tenho hoje é que não mais quero o que vivo! Não quero ser escravo do tal currículo Lattes, das tais publicações, do meio científico que excluem as pessoas “normais” e que te valoriza pelo quanto você publica. Eu quero ser gente, encher a cara, fazer besteira, não precisar mais ler um bando de artigo idiota, não ter que me preocupar com provas, notas, seminários... Eu quero é paz!!! Quero ser feliz!!! Quero fugir daqui!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dá-me um sinal!

Se eu pudesse te falaria na lata tudo que sinto. Confessaria a todos a causa de tanta paz e de tanta ternura. Mas não posso! Não posso por que não me sinto seguro. Não me sinto seguro por que não vejo em nos teus atos as respostas que procuro. Permanecerei em silêncio até que você se manifeste. Que me faça sentir que é hora de avançar, que o sinal de fato ficou verde. Já trilhei caminhos parecidos e a prudência, após tantos acidentes, se tornou minha mais fiel e leal companheira.
Não permanecerei estático, mas também não andarei na velocidade que gostaria... Temo as curvas, temo as pessoas, temo os desencontros... Com o estepe furado, freios desgastados, faróis quebrados, tanque quase vazio só me resta paciência e perseverança. É necessário percorrer caminhos seguros, pois definitivamente não posso mais uma vez ficar parado. Isso me custa tempo, amigos, encontros... Dá-me um sinal, um sorriso, uma carona (Risos...), me mostra que estou no caminho certo... Ou definitivamente me faz mudar de rota!
P.S. Texto antigo!!!!