E sobre o túmulo agora se cala. Não há mais o que ser feito, ecoa uma voz interior que não cessa. Resta-me o silêncio, o sofrimento, a solidão, a dor e a saudade que tanto me consomem. Estou fraco, sem forças, mas não posso ir embora. Não agora! Diante do sol que se vai e da noite que se aproxima, sinto-me invadido por lembranças, por estranhos sentimentos e por medo. Sim, MEDO!Medo de voltar pra casa, da solidão, medo do futuro e da vida que nunca esteve tão perto da morte. Quanta coisa ainda precisava ser dita, quantos abraços ainda a serem dados, quantas discussões poderiam ter sido evitadas, quantos momentos felizes despedaçados. Você se foi de forma inesperada e me deixou assim: perdido, desesperado, desacreditado, “entalado”. Precisava apenas de alguns poucos minutos [...]. Precisa apenas te dizer o quanto te amo e o quanto você foi importante pra mim. Parece tarde!
Agora preenchido por um vazio que não mais cabe o meu nome, a minha identidade, a minha ilusão de felicidade, resta-me trilhar sozinho o caminho que JUNTOS semeamos tantas flores.
Descansa em paz...
“Eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução (Apenas uma canção de amor - Rosa de Saron)
P.S. Foto meio macábra (Risos...), mas não posso esconder o meu fascínio por fotos de cemitério! È apenas mais uma da minha coleção.

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