Parte I:Que confusão do caralho! O que foi dito, foi esquecido; o que foi visto, passou despercebido; o que pregavam, não mais se coloca em prática; a verdade antes absoluta, agora transformada numa sincera mentira camuflada.
A confiança se dissolveu, o amor desapareceu, a solidão bateu, o medo surgiu e se apossou do que antes me trazia tanta segurança. Agora sem porto e sem navios.
O Chão se abriu, o mundo caiu, o povo sumiu, o sol surgiu, mas por estar no buraco fui impedido de ver a luz. A escuridão chegou e turvou o que havia de mais belo. Momentos de pura solidão e de profunda reflexão. Aos poucos me conhecendo e dissolvendo em mim o que não mais me agrada.
“Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida. Olha lá, quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar...” (O vencedor – Los hermanos)
Alguns dias depois...
Parte II:
Mesmo diante da escuridão, tenho convicção de que tudo continua exatamente no mesmo local. As flores continuam no caminho (Ouvir: “Vem andar comigo” – Jota Quest), o sol continua a pino (Ouvir: “Temporada das flores” – Leoni), a lua magestosa como munca (Ouvir: “Lua cheia” – Papas da língua) e a vida rara e bela (Ouvir: “Paciência” – Lenini) à minha espera.
O caminho é belo e longo e as paradas, às vezes forçadas, são de fato necessárias. Esquece de uma vez por todas o ponto de chegada e curte a beleza e magia de cada passo ao longo dessa inusitada e feliz caminhada.
“Eu passei um tempo andando no escuro, procurando não achar as respostas. Eu era a causa e a saída de tudo e eu cavei como um túnel meu caminho de volta. Me espera amor que eu estou chegando...” (Temporada das flores – Leoni)



